quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Espectáculo comemorativo do Dia Mundial da Música este sábado no Teatro-Cinema de Fafe

A programação regular do Teatro-Cinema de Fafe, relativa ao mês de Outubro, arranca este sábado, dia 1, pelas 21h30, com um espectáculo comemorativo do Dia Mundial da Música.
Nele intervêm o Coral Santo Condestável, na primeira parte, e, na segunda, a Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe.

Programa:

CORAL SANTO CONDESTÁVEL

1 – LA FANFARE DU PRINTEMPS (Joseph Bovet)

2 – MAR PORTUGUÊS (Harm. : Fernando Teixeira)

3 – TOURDION (Anónimo)

4 – ODI ET AMO (dos Carmina Catuli,  Carl Orff )

5 – CANÇÃO DO MAR (Música: Ferrer Trindade; Harm.: Amílcar Morais)

6 – JUBILATE DEO  (Jay Althouse)

7 – ACORDAI (Canção heróica, de Lopes Graça)

8 – La del Soto del Parral (Soutullo/Vert)

9 – HALLELUJAH CHORUS (de O Messias, de G.F. Händel)

ACOMPANHAMENTO: Verónica Costa
DIRECÇÃO: Prof. Francisco Ribeiro

Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe


1.       Homenagem a Albertino Silva (Lucas) (Ilidio Costa)

2.       First Suite em Mib (Gustav Holst)

3.       Alcazar (Liano)

4.       "Carmem Miranda" (arr: Valdemar Sequeira)

DIRECÇÃO: Prof. Paulo Pereira

CORAL SANTO CONDESTÁVEL

Criado, a 12 de Janeiro de 1952, só com elementos masculinos, teve como primeiro maestro o senhor Virgílio de Castro, ao qual sucedeu o Cónego Leite de Araújo.
Em 4 de Agosto de 1973, sob a direcção do Dr. Adélio Costa, o Coral Santo Condestável aparece com elementos femininos, em Viana do Castelo, onde colabora com o Coro Polifónico daquela cidade. Nessa época, organizou encontros de coros em Fafe e actuou em várias localidades, precedendo a apresentação de peças de teatro encenadas pela Secção de Teatro do Grupo Nun’Álvares.
Em 1986, a direcção artística é da responsabilidade do Dr. Joaquim Santos, sendo assumida, em Novembro de 1989, pelo professor Francisco Ribeiro, que inicia uma nova fase na vida do Coral.
Com um vasto repertório profano e religioso, o Coral Santo Condestável tem actuado ao longo dos tempos um pouco por todo o país e no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, França e República Checa, onde participou no 9º Festival Internacional de Música de Natal e Advento, em Praga. A convite do Maestro José Atalaya, em Novembro de 2002, actuou em Oeiras, integrando o programa “Música em Diálogo – Raízes Ibéricas”.
Em Abril de 2009 actuou nos três concertos de abertura do Teatro-Cinema de Fafe e, em Junho de 2010, realizou, em Ávila (Espanha), um concerto, inserido nas XIII Jornadas Polifónicas Internacionais Cidade de Ávila, que foi muito aplaudido na imprensa regional daquela cidade.
Em 1997 editou o seu primeiro CD e colaborou, também, na gravação de um CD Duplo com “Os Melhores Coros Amadores da Região Norte”.
Constituído totalmente por amadores, actuou por diversas vezes com orquestras e músicos amadores e profissionais, como o pianista José Dias, a Orquestra Artave, a Sociedade Filarmónica Fafense (Banda de Revelhe), a Banda da Sociedade Musical de Pevidém e Orquestra do Norte. Desenvolve, ainda, grande actividade, participando em diversos Encontros de Coros e organizando, anualmente, em Fafe, o Concerto da Primavera e o Concerto de Aniversário do Grupo Cultural e Recreativo Nun’Álvares.

Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe

A Escola de Música da Banda de Revelhe teve como seu mentor o Sr. Albertino Silva (Lucas). Foi criada com o intuito de proporcionar aos jovens uma formação musical; incutir o gosto pela música e a apetência para a aprendizagem da mesma; promover intercâmbios com outras instituições; promover actividades circum-escolares; contribuir para o desenvolvimento artístico e cultural do concelho. Tem um corpo docente estável e qualificado, tendo como Director Pedagógico da Escola de Música o Prof. Paulo Pereira. Tirando partido dos alunos mais avançados, surgiu a Orquestra Juvenil, proporcionando assim aos jovens o contacto com outros músicos, desenvolvendo o trabalho de grupo bem como para mais tarde fazer parte dos quadros da Banda de Revelhe, tendo sido a sua estreia no dia 22 de Fevereiro de 2008 no Estúdio Fénix. É de salientar que este projecto só é possível porque o filho do mentor da Escola de música, José Albertino Silva, um conceituado empresário fafense, abraçou a ambição do pai, disponibilizando todos os meios necessários para o bom funcionamento da Escola.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Acácio Almeida apresentou o seu terceiro livro de poemas na Biblioteca Municipal de Fafe

Mesa que presidiu ao lançamento do livro: (da esquerda para a direita) João Pinto, Pompeu Martins, Acácio Almeida, Artur Coimbra
Na tarde de sábado passado, a Biblioteca Municipal de Fafe encheu-se de amigos, familiares e admiradores de Acácio Almeida, para testemunhar a apresentação do seu terceiro livro de poemas, Esvoaços 2.
Ao menos, o poeta não levou duas décadas para repetir a proeza de se aventurar na edição de mais uma obra, como havia feito entre o primeiro e o segundo livros.
Desta vez, foi mais comedido e económico no tempo. Ficou-se pelos três anos. O anterior livro havia sido apresentado em Abril de 2008.
A sessão arrancou com uma excelente intervenção musical de José Salgado Leite, que se espraiou em canções e baladas como só ele sabe cantar.
Tive depois a honra de dizer algumas palavras sobre a obra e que aqui recordo.

Excelente intervenção musical de José Salgado Leite
Dedicado aos seus amigos e amigas, “principalmente Deus”, Esvoaços 2 integra 50 poemas, basicamente datados de um arco temporal entre 2008 e 2011.
Nem todos os poemas estão datados, mas de 2008, há 3 poemas; de 2009, 4; de 2010, 17 e de 2011, 19. O que significa que a produtividade lírica veio em crescendo, sendo culminante no ano que decorre.
O poema mais antigo do livro, dedicado a Mia Couto, data de Maio de 1971 e o segundo, dedicado à mãe, é de Dezembro do ano seguinte. São versos arqueológicos no contexto desta obra. O mais recente é já de 12 do passado mês de Agosto de 2011. Tem pouco mais de um mês.
Sobram apenas 5 poemas não adstritos a qualquer datação.
E se nem todos os poemas estão datados, também nem todos estão referenciados geograficamente.
Dos que estão, 31 têm a indicação de Fafe, 5 de Vila do Conde, 5 do Porto, 2 de Guimarães e 2 de Moçambique, um de Miteda (o tal devotado a Mia Couto) e outro de Namialo (o que é dedicado à mãe).

A estrutura dos dois últimos livros, curiosamente, apresenta algumas semelhanças: um conjunto inicial de poemas com título, seguido de um outro grupo de poemas numerados, sob a epígrafe “Cambiantes”, que são a continuação de Esvoaços 1 (e este já o era de Esvoaços). É o único núcleo temático que tem continuidade ao longo das três obras.
Depois de mais um conjunto de seis poemas dispersos, aflora um núcleo temático de 17 poemas sob a epígrafe “Quadros”.
Dir-se-á que continua a haver uma louvável evolução na escrita poética de Acácio Almeida, ao longo dos seus três livros.
Se o primeiro é assumidamente mais de intervenção, de preocupação social, obra de pendor mais realista, os dois seguintes inscrevem uma poesia mais trabalhada, mais madura, mais moderna, mais “literária”, no que isso tem de louvável esforço de depuração imagética e estilística.

Lembremos que a poesia, no seu significado grego original, deriva do verbo “criar”, sendo o poeta aquele que “faz”. O poema é, assim, uma coisa feita, trabalhada, como qualquer artefacto, sendo, neste caso, as palavras a matéria-prima usada.
A poesia é então um artesanato feito com palavras mas, ao contrário do que sucede quando usamos palavras para nos entendermos no dia a dia, as palavras usadas em poesia não são apenas entendidas pela nossa razão. Há um elemento emocional, diríamos, irracional, metafísico, que sobreleva tudo o resto.
É a diferença que vai do quotidiano à literatura.
A palavra poética é a palavra mágica, a palavra profética, a palavra que eleva o sentido do quotidiano a patamares quase divinos.
Modernamente, e como defendia o escritor e poeta David Mourão Ferreira, e eu costumo citar, a poesia “é, antes de mais, linguagem; mas linguagem animada pela emoção, intensificada pelo ritmo, transfigurada pela metáfora”.

A poesia de Acácio Almeida bebe nas águas destes conceitos, como veremos a seguir.

Aqui se fala da viagem
no tempo
bilhete no bolso
sem destino marcado

mas também do amor, onde se escreve a água dos dias que vem da nascente mais pura, espreguiçando-se na planície, e onde

há moinhos na margem do rio
que transformam lágrimas
em laços de ternura (p. 17).

Aspecto do público que assistiu ao evento
São poemas simples, acessíveis e que se lêem com imenso agrado.
A série Cambiantes tece-se de um conjunto de uma dezena de escassos e belíssimos versos, de matriz oriental, de pendor lírico ou sensual, onde o uso dos recursos estilísticos, cumpre o que acima se dizia sobre a linguagem transfigurada pela metáfora.
É o caso de

e afago

com um sorriso
os subúrbios do teu corpo

e afago

como vento de erosão
numa brisa suave
as colinas do teu peito (p. 44)

ou

meu amor
gosto deste silêncio

o silêncio do olhar  (p. 46)

ou num dos textos mais expressivos da obra:

estendo entre os lençóis
o cansaço do dia

encostados um ao outro

pela clarabóia
a lua vem até aqui
acendendo a noite (p. 50).

Ou

As amizades são hortênsias que não ladram… (p. 67)

Os exemplos poderiam repetir-se, mas não vale a pena ir mais longe. Por um lado, uma oficina poética que investe sobre o trabalho linguístico, literário.
Mas por outro, uma preocupação sempre presente pelos dramas do quotidiano, com o que se aproxima da temática social da sua primeira obra.
São exemplos dessa preocupação poemas como DENTRO DO OLHAR (p. 13), COGITAÇÕES 1 e 2 (pp. 36 e 37), POEMA PERDIDO (p. 38), INTEMPORAL (p. 40) e POEMA PARA MINHA MÃE (p. 68).

Muitos parabéns ao velho amigo Acácio Almeida por mais este belíssimo conjunto de poemas, que nos transporta a um mundo mágico, de onde não apetece sair, porque o quotidiano está cada vez menos poético!...

Na sessão, foram recitados poemas do autor e falaram ainda o editor João Pinto, que “justificou” mais uma obra e falou da aventura que tem sido a Labirinto na última dúzia de anos; o poeta, que acabou lendo um belíssimo poema de Jorge Luís Borges dedicado aos amigos e, por fim, o vereador da Cultura, Pompeu Martins, também ele um poeta de elevados recursos, que relevou a qualidade e a elegância poética de Acácio Almeida, em cujos poemas ressoa, sem o saber, a lírica de autores japoneses. Pompeu Martins fez questão ainda de patentear a verdade e autenticidade que transpira da poesia de Acácio Almeida, o qual prometeu, publicamente, que em 1 de Outubro começa a escrever o seu primeiro romance, para corresponder ao desafio da filha Juliana.
Cá ficamos à espera deste cometimento!...

Fotos: João Artur Pinto

domingo, 25 de setembro de 2011

Jovem arquitecto António Póvoas editou brilhante dissertação de mestrado



Na noite da pretérita sexta-feira, 23 de Setembro, na Biblioteca Municipal de Fafe, foi feita a apresentação da obra A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial: A herança arquitectónica e urbana da cidade de Fafe, do jovem arquitecto (25 anos) fafense António Póvoas (edição Kairos – Edições Culturais).
O livro resulta da dissertação para a obtenção do grau de mestre em arquitectura na Universidade do Minho, em 2009, e foi apresentado pelo Professor Jorge Correia, da Escola de Arquitectura daquela academia, antigo docente e orientador da dissertação.
Na mesa, estiveram ainda o responsável da Kairos, José Rui Rocha, o vereador da Cultura do município, Pompeu Martins e o signatário. Mais de três dezenas de amigos emolduraram a sala (apesar da forte concorrência do equilibrado FC Porto - SL Benfica), num evento que constituiu um excelente momento cultural para a cidade.
Foi exactamente por mim que começou a sessão. O que posso resumir, neste breve post, é que me sinto parte do livro do António Póvoas, dada a grande referência a algumas das minhas obras de investigação por parte do autor, na parte da contextualização histórica da cidade, o que me deixa imensamente feliz.
Mesa de honra da sessão
Devo salientar que acho a obra de enorme interesse para a cidade e para os fafenses, pela síntese que faz da sua evolução histórica e pelas propostas que formula para a criação de um centro histórico.
Póvoas enquadra geográfica e historicamente a cidade, detendo-se na importância dos “brasileiros de torna –viagem” para o desenvolvimento económico, social e cultural de Fafe e para a implantação de uma nova arquitectura urbana.
A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial pretende ser uma reflexão crítica sobre a forma como todo um património, arquitectónico e urbano, é pensado, e um olhar sobre a protecção desse legado tendo como foco de análise a cidade de Fafe.
A segunda parte da obra é, assim, uma proposta de revalorização da cidade antiga, estudando o fenómeno da reabilitação urbana do centro histórico de Guimarães e passando depois para a formulação de propostas de instituição de um centro histórico na cidade de Fafe, que preserve a mancha urbana constituída pelas “casas brasileiras”, na perspectiva, muito correcta, de “salvaguardar a sua herança histórica, os valores arquitectónicos e urbanos que permitam um melhor entendimento e compreensão da mesma”.
O autor propõe, desta forma, na sua tese, a criação de um organismo do tipo do Gabinete Técnico Local (de Guimarães) e a adopção de mecanismos que permitam definir claramente uma área de interesse patrimonial, “onde a manutenção e preservação não só dos edifícios classificados mas também do espaço público onde estes se inserem, seja uma prioridade”. O que deverá pressupor a elaboração de um regulamento especifico a aplicar à referida área e a todos os edifícios nela inseridos, visando a salvaguarda do património arquitectónico e urbano ligado aos “brasileiros” que é o que, no fundo, diferencia e singulariza a cidade de Fafe. Os “brasileiros” são, afinal, a sua identidade e, como tal, devem ser defendidos e preservados.
Fafe deve lutar por obter a sua própria marca, neste caso, a dos “brasileiros de torna viagem”. Fafe deverá vir a instituir-se como a “capital da arquitectura dos brasileiros”!
De todas estas (e de outras) ideias falaram os vários intervenientes, num serão extremamente profícuo e proveitoso para quem a ele teve o privilégio de assistir (mas que merecia muito mais gente a assistir).
Aliás, julgo que este livro contem propostas e pretextos para um bom debate sobre as questões da reabilitação urbana de Fafe, que deve interessar o poder autárquico, mas também a oposição com assento no executivo e na assembleia municipal e os particulares, detentores da grande maioria do património existente neste domínio no centro urbano.
Culmino com duas palavras: a primeira, de felicitações sentidas e profundas ao jovem arquitecto António Póvoas, por este seu excelente trabalho e pelas suas relevantes propostas de intervenção na defesa do património “brasileiro” da cidade; a segunda, de parabéns à Kairos – Edições Culturais por esta edição bibliográfica, que se segue a outras experiências na área. Aliás, a Kairos, para quem não saiba, está a revelar-se uma lufada de ar fresco na cultura local, com a promoção de interessantes concertos musicais em palcos alternativos ao Teatro-Cinema, na dinamização de iniciativas culturais diversas e na realização de oficinas, como a que realiza na próxima semana (28 e 29 de Setembro) sobre o acordo ortográfico, na Biblioteca Municipal.
A Kairos merece todo o nosso apoio, incentivo e admiração!

Fotos: Kairos

sábado, 24 de setembro de 2011

Cientista Professor Carlos Teixeira faria hoje 101 anos de idade


O Agrupamento de Escolas Professor Carlos Teixeira, desta cidade, esteve em festa esta sexta-feira, evocando a passagem do 101º aniversário do seu patrono, professor catedrático, cientista eminente, principal impulsionador dos estudos geológicos em Portugal, investigador e publicista iminente, o qual nasceu em Aboim, neste concelho, em 23 de Setembro de 1910 e faleceu em Lisboa, em 07 de Junho de 1982.
É sem dúvida um dos fafenses mais ilustres de Fafe e que tem o seu nome perenizado na toponímia de diversas localidades portuguesas, o que muitos fafenses desconhecem.
O nome do Prof. Carlos Teixeira, faz parte da toponímia de Braga, de Lisboa (Freguesia de Carnide, Edital de 25-10-1989), do Porto, Seixal (Freguesia de Fernão Ferro) e de Vieira do Minho.
  
Biografia (simplificada)

1910, 23 de Setembro - Nascimento, em Aboim, Fafe.
1922 - 1929 - Frequência dos liceus de Chaves e Braga.
1932 - 1933 - Licenciatura em Ciências Histórico Naturais, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
1934 - Assistente Extraordinário de Botânica, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
1937 -Naturalista do Museu e Laboratório Mineralógico da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.
1938 - Bolseiro do I.A.C., no Instituto Geológico da Universidade de Lille.Sócio da «Société Géologique de France» de que vem a ser Vice - Presidente.
1940 - Co-fundador, no Porto, da Sociedade Geológica de Portugal.
1944 - Doutoramento em Ciências Histórico Naturais, na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com a dissertação «O Antrocolítico Continental Português».
1946 - 1º Assistente na Universidade de Lisboa
1948 - Provas de agregação com «A Flora Mesozóica Portuguesa».
1950 - Professor catedrático na Universidade de Lisboa.
1952 - Eleito sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.
1955 - Sócio correspondente da Real Academia das Ciências Exactas, Físicas e Naturales de Madrid.
1956 - Director do Centro de Estudos de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
1960 - Eleito sócio de cadeira da Academia de Ciências de Lisboa.
1964 - Representante de Portugal no Congresso Geológico Internacional de Copenhague.
1968 - Representante de Portugal no Congresso Geológico Internacional de Praga.
1982, 7 de Junho - Falecimento em Lisboa.

Da sua abundante bibliografia, deixam-se exarados alguns títulos: O Antracolitico Continental Português (Estratigrafia-Tectónica), Dissert. Dout. em Hist.-Nat., in Boletim da Sociedade de Geologia de Portugal, Porto, Vol. V (1-2), 1945; Notas sobre Geologia de Portugal, 1953-55;Carta Geológica de Portugal na escala 1/50 000, 1956-1975;  A Paleontologia e a origem do homem, 1967; Carta Geológica de Portugal na escala 1/1 000 000, 1968; Carta Geológica de Portugal na escala 1/500 000, 1972; Introdução à Paleobotânica, 1977; Vocabulário de Termos Geológicos Portugueses, 1978-1981; Introdução à Geologia de Portugal (em col. com F. Gonçalves), 1980 e Geologia de Portugal, 1981.

A página do Agrupamento de Escolas Carlos Teixeira (http://www.eb23-prof-carlos-teixeira.rcts.pt/) tem uma ampla gama de informações, bibliografia, documentação e imagens sobre o distinto fafense, que faria 101 anos esta sexta-feira, se fosse vivo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Rita Redshoes é a atracção maior do Teatro-Cinema de Fafe em Outubro

É já conhecida a programação do Teatro-Cinema de Fafe para o mês de Outubro.
O destaque vai para o espectáculo da jovem artista Rita Redshoes (dia 8), no âmbito do projecto “Concertos Íntimos”, em que apresentará o seu segundo álbum Lights & Darks”. Rita que estará ao dispor do público fafense no dia anterior (7 de Outubro), pelas 16h30, na Sala Manoel de Oliveira.
De resto, estão previstos mais dois espectáculos musicais, no dia 1, comemorativo do Dia Mundial da Música e no dia 22, com um espectáculo único da divertida dupla de pianistas ingleses Worbey and Farrell.
Também o teatro terá dois momentos: exactamente a meio do mês, com o Teatro de Travassós a apresentar “As Mulheres de Atenas” e no dia 29, uma companhia de Lisboa desloca-se a Fafe para apresentar um excelente espectáculo, “Confissões de um Fumador de tabaco francês”.
Espectáculos de grande interesse e qualidade, para o público fafense!
O programa é o seguinte:

Dia 1 – Música
Espectáculo comemorativo do Dia Mundial da Música
Coral Santo Condestável; Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 2 €
Duração: 90’ (com intervalo)
Classificação: M/3
Coral Santo Condestável

Orquestra Juvenil da Banda de Revelhe
Dia 7 – Conversa Íntima
Com a cantora Rita Redshoes
Sala Manoel de Oliveira, às 16h30
(Entrada livre)

Dia 8 – Música
Rita Redshoes “Lights & Darks”
Concertos Íntimos
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 10 €
Duração: 75’
Classificação: M/4

Dia 15 – Teatro
As Mulheres de Atenas, de Augusto Boal,
Teatro de Travassós
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 3 €
Duração: 75’
Classificação: M/12

Teatro de Travassós
Dia 22 – Música
Worbey and Farrell (Reino Unido) – Quatro Mãos Num Piano
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 5 €
Duração: 70’
Classificação: M/12

Worbey and Farrell

Dia 29 – Teatro
“Confissões de um Fumador de tabaco francês”, de Roland Dubillard
FC Produções Teatrais
Teatro-Cinema de Fafe, às 21h30
Preço: 3 €
Duração: 90’
Classificação: M/16
FC Produções Teatrais

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Grande animação em Fafe no Dia Europeu sem Carros

O Município de Fafe voltou a aderir ao Dia Europeu Sem Carros, que decorreu esta quinta-feira, 22 de Setembro, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade.
Entre as 07h00 da manhã e as 20h00, as principais artérias do centro urbano estiveram interditas ao trânsito (Zona Sem Trânsito Automóvel), no sentido de estimular comportamentos que prescindam do recurso aos veículos automóveis.
O objectivo foi retirar os automóveis do centro urbano, sensibilizando os cidadãos para a utilização de meios alternativos de deslocação.
O centro da cidade foi assim devolvido aos peões durante aquelas horas, servindo para os cidadãos passearem, andarem de bicicleta, de trotineta, patins, cavalos, ou veículos não poluentes.
Entretanto, ao longo do dia, reinou grande animação no centro urbano, com o apoio de diferentes instituições e organismos. A Cruz Vermelha Portuguesa montou tenda no espaço fronteiro da Caixa geral de Depósitos. O Regimento de Cavalaria nº 6 de Braga colaborou na iniciativa com actividades como slide, escalada e rapel, baptismo de cavaleiros, tiro ao alvo, percursos de orientação e mini-pista de obstáculos, tendo ainda trazido à Rua António Saldanha um carro blindado, que fez as delícias dos visitantes, sobretudo dos mais jovens.
Registaram-se ainda actividades com insufláveis, matraquilhos gigantes, futvolei, “cycling” e outras actividades lúdicas.
Largas dezenas de crianças de diversas escolas da cidade participaram nas várias actividades disponíveis ao longo do belo dia de sol e de calor que enriqueceu o evento.
Foi, sem dúvida, um dia diferente, marcado por um enorme simbolismo ambiental e lúdico e por uma panóplia de actividades abertas a quem nelas quis participar.
Aqui fica uma breve e bela reportagem fotográfica, como sempre, da autoria do fotógrafo Manuel Meira Correia.











segunda-feira, 19 de setembro de 2011

A herança arquitectónica e urbana da cidade de Fafe: obra de António Póvoas esta sexta-feira na Biblioteca Municipal

Na próxima sexta-feira, 23 de Setembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Fafe, será feita a apresentação da obra A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial: A herança arquitectónica e urbana da cidade de Fafe, do jovem arquitecto fafense António Póvoas (edição Kairos – Edições Culturais)
O livro, que resulta do trabalho académico de final de curso do autor, será apresentado pelo Professor Jorge Correia, da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho.
A Reabilitação como Processo de Preservação Cultural e Patrimonial pretende ser uma reflexão crítica sobre a forma como todo um património, arquitectónico e urbano, é pensado, e um olhar sobre a protecção desse legado tendo como foco de análise a cidade de Fafe.
Trata-se de um trabalho de investigação baseado na recolha e análise de várias matérias e testemunhos que contextualizam a evolução da cidade desde a sua fundação medieval, até ao presente. Será proposta uma interpretação relativa ao crescimento urbano e demográfico, em que serão abordados alguns aspectos da influência do surto emigratório para o Brasil, bem como o modo de vida do português "brasileiro". Ilustrar-se-á como esse êxodo se veio a repercutir subsequentemente nos aspectos económicos e culturais da sociedade de Fafe, muito devido ao seu carácter interventivo e filantrópico, veículo fundamental no desenvolvimento da urbe. Abordar também alguns problemas que muitos dos edifícios, materialização destas iniciativas, edifícios de grande e evidente importância histórica e arquitectónica têm vindo a enfrentar, numa descaracterização irremediável da imagem homogénea do centro.
A uma outra escala tentar-se-á contextualizar as questões relativas à forma de pensar a cidade e os centros históricos, e compreender quando, onde e de que forma os núcleos urbanos históricos de cidades, um pouco por toda a Europa, deixaram de ser alvo de intervenções que os desvirtuaram de forma negligente, passando estes centros a fazer parte das preocupações urbanísticas no século XX.